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07
jul 08
Arquivado em Default às 02:46 por Luciana Kotaka

Anorexia, bulimia e vigorexia: doenças fruto da sociedade moderna



Atualmente, distúrbios alimentares vem se tornando cada vez mais comuns, ressaltados especialmente pelo sexo feminino. Anorexia e bulimia nervosa e vigorexia são preocupantes doenças, que são frutos de uma sociedade que impõe um padrão de beleza a seus participantes.
Os transtornos alimentares devem-se inicialmente a algum tipo de alteração emocional. Mais comumente, é possível reparar que o principal fator é a insatisfação com o peso e o medo eminente de engordar.
Como característica comportamental, as pessoas assumem dietas absurdas mesmo quando o peso está proporcional à estatura, e mesmo perdendo peso continuam a “imaginar-se” obesas.
Os problemas mais citados, que são relacionados a transtornos alimentares, são a anorexia e a bulimia. A primeira é definida pela busca implacável pela magreza, o que acaba levando a pessoa a recorrer a estratégias para a perda de peso, excessiva e desnecessária. As pessoas anoréxicas apresentam graves problemas emocionais e tem um intenso medo de engordar, mesmo estando extremamente magras. É uma doença com riscos sérios, podendo levar à morte por desnutrição.
A bulimia se caracteriza pela grande ingestão de alimentos (alimentação compulsiva) e, depois, utilizam métodos compensatórios, tais como vômitos propositais, uso de laxantes ou diuréticos, e a prática de exercícios como forma de evitar o ganho de peso. O caso é que, ao contrário da anorexia, não existe perda de peso, o que torna a percepção do problema mais difícil.
Ainda assim, existe outro tipo de distúrbio alimentar, pouco conhecido, chamado de vigorexia. Esta é determinada pela busca de um corpo perfeito e é conhecida por doença da vaidade. Na verdade, é o excesso de preocupação em ter um corpo forte. Os portadores desse transtorno, normalmente, ficam horas em academias realizando uma diversidade de exercícios físicos, pesam-se várias vezes e procuram comparar sua musculatura com a de seus colegas. Como alternativa, na maioria dos casos o uso de anabolizantes é freqüente entre os vigoréxicos.
Segundo o médico nutrólogo Maximo Asinelli, deve existir uma preocupação dobrada com pessoas que apresentem sintomas ou comportamento diferenciado que possa estar relacionado a alguma dessas doenças. “Pessoas que possuem esse tipo de doença podem ser vítimas futuras de uma disfunção nutricional, tanto por optar por dietas alternativas que não possuem os nutrientes que o corpo precisa, quanto por seguir métodos diferenciados para manter uma boa aparência física”.
O fato é que essas doenças são frutos de uma sociedade que impõe um padrão de beleza onde os corpos são valorizados por sua forma esbelta e pelas silhuetas perfeitas. Facilmente, hoje, é possível identificar que vivemos cada vez mais em uma sociedade consumista e que chegamos a um ponto onde o culto à imagem acaba sendo tão importante quanto nossos valores.

Doutor Máximo Asinelli (CRM-Pr 13037)
Médico Nutrólogo
05
jul 08
Arquivado em Default às 02:45 por Luciana Kotaka
Olá,
A todas que me assistiram hoje na Tv Educativa, mandaram mensagens,
ligaram,
obrigada pelo carinho.
Fico feliz que tenham gostado!!!
Um abraço
Luciana Kotaka
02
jul 08
Arquivado em Default às 23:37 por Luciana Kotaka

Olá,

Sexta feira, dia 04 de julho, às 18:00, canal 9 (Tv Educativa – Curitiba), vou estar

falando sobre
Transtornos Alimentares : anorexia,bulimia e vigorexia,doenças fruto da sociedade moderna, com o jornalista Carlos Moraes,
Assista e deixe aqui sua opinião sobre o assunto.
Um abraço

Luciana Kotaka
02
jul 08
Arquivado em Default às 05:18 por Luciana Kotaka

A perda de peso hoje se tornou uns dos objetivos mais cobiçados pelas mulheres, de forma que, não sendo magra, não existe felicidade. Diante deste caos que se instalou hoje na nossa sociedade, na busca do corpo magro,recebemos o pedido de milhares de mulheres obcecadas pela idéia de perder peso, mas não percebem que a solução, muitas vezes, depende somente de comportamentos que escolhemos ter em nosso dia a dia, quando nos relacionamos com a comida.

Pensar, agir, comer, desenvolver comportamentos magros, é o primeiro passo para perdermos peso e tornar a manutenção do corpo magro, concreto.
Mas esse processo que parece tão simples, na verdade exige a aprendizagem de novas condutas de comportamento:

- Ao decidir perder peso, trace metas realistas, para que tenha tempo de se familiarizar com novas propostas alimentares, e não desista com facilidade. Coloque um prazo, e se proponha a perder peso devagar, conseguindo assim, manter o peso perdido, a cada mês.
Lembre-se, perder peso é fácil, o difícil é mantê-lo;
- Faça trocas de forma consciente. Não sinta pena de você pelas suas escolhas, pense que é uma opção sua alcançar o peso que fará sentir-se bem, e esse processo,depende somente de seus comportamentos em relação à comida;
- Ao servir seu prato, abrir a geladeira, parar em um local para comer, lembre-se de se perguntar: Estou com fome, ou estou com vontade de comer?
Fome é uma sensação estranha, que você sente na barriga. Alguns relatam que é como se as paredes do estomago se encostassem de tanta fome (ou nó no estomago);e vontade de comer, é aquela sensação sem explicação certa, aí você come, come outra vez, e a sensação de querer continuar a comer, não passa. É importante pensar,e caso seja só vontade de comer, experimente um banho relaxante, dar aquele telefonema para uma amiga que há tempo não vê, tome um copo de água, converse com os filhos, marido, namorado, e pense no que está sentindo, para que não use a comida de forma a engordar e satisfazer uma necessidade que não é a de nutrição e sim de amenizar alguma sensação ruim ou situação desagradável que está sentindo no momento;
- Anote suas refeições, o horário, a quantidade, e com quem está, com o objetivo de identificar os sentimentos relacionados com a quantidade de comida ingerida, e a situação ao qual se encontra na hora de comer;
- Sempre que possível suba escadas, pare o carro longe do local que pretende ir,aproveitando para caminhar, leve seu cão para passear, ande de bicicleta, dance,entre outras atividades que lhe dão prazer.
Esse processo de aquisição de novos comportamentos pode ser alcançado através de um programa de emagrecimento, RAFCAL-Reeducação Afeto-Cognitivo do Comportamento Alimentar, onde o paciente desenvolverá um repertório de comportamentos, do qual ele aplicará em sua rotina alimentar, de forma adequada a sua realidade, assim emagrecendo e mantendo o peso almejado.
Este trabalho visa cuidar das questões emocionais relacionados com o sobrepeso/obesidade.
Lembre-se, não existe mágica, existe sim, a opção de se buscar uma melhor relação
com seu peso, com você e com sua auto-estima.
Ser feliz é sentir-se bem, com seu corpo e sua mente, respeitando seu biótipo
corporal, idade e histórico em relação a sua saúde e ao seu peso.

Luciana Kotaka
Psicóloga
30
jun 08
Arquivado em Default às 15:54 por Luciana Kotaka


O comportamento do obeso é uma relação de causa e efeito gerada por ansiedade que leva a ingesta exagerada de alimentos e o resultado de quilos extras no corpo e na balança, situação que leva a uma baixa na auto-estima e imagem.
Com o ciclo vicioso anulação e rejeição se tornam presentes e a frustração toma conta, parece que todo o esforço foi em vão e que tudo parece estar perdido.
A comida se torna a única fonte de prazer em uma rotina que lazer e atividades prazerosas envolvem alimentos e prazer imediato tendo como sobremesa o sentimento de culpa.
O primeiro passo para o comportamento magro é o autoconhecimento com a ajuda de um profissional nutricionista descobrir os pontos críticos do seu consumo alimentar e elaborar estratégias gradativas de mudança e do psicólogo para as questões emocionais.

Marilize Tamanini
Nutricionista