
Atualmente, distúrbios alimentares vem se tornando cada vez mais comuns, ressaltados especialmente pelo sexo feminino. Anorexia e bulimia nervosa e vigorexia são preocupantes doenças, que são frutos de uma sociedade que impõe um padrão de beleza a seus participantes.
Os transtornos alimentares devem-se inicialmente a algum tipo de alteração emocional. Mais comumente, é possível reparar que o principal fator é a insatisfação com o peso e o medo eminente de engordar.
Como característica comportamental, as pessoas assumem dietas absurdas mesmo quando o peso está proporcional à estatura, e mesmo perdendo peso continuam a “imaginar-se” obesas.
Os problemas mais citados, que são relacionados a transtornos alimentares, são a anorexia e a bulimia. A primeira é definida pela busca implacável pela magreza, o que acaba levando a pessoa a recorrer a estratégias para a perda de peso, excessiva e desnecessária. As pessoas anoréxicas apresentam graves problemas emocionais e tem um intenso medo de engordar, mesmo estando extremamente magras. É uma doença com riscos sérios, podendo levar à morte por desnutrição.
A bulimia se caracteriza pela grande ingestão de alimentos (alimentação compulsiva) e, depois, utilizam métodos compensatórios, tais como vômitos propositais, uso de laxantes ou diuréticos, e a prática de exercícios como forma de evitar o ganho de peso. O caso é que, ao contrário da anorexia, não existe perda de peso, o que torna a percepção do problema mais difícil.
Ainda assim, existe outro tipo de distúrbio alimentar, pouco conhecido, chamado de vigorexia. Esta é determinada pela busca de um corpo perfeito e é conhecida por doença da vaidade. Na verdade, é o excesso de preocupação em ter um corpo forte. Os portadores desse transtorno, normalmente, ficam horas em academias realizando uma diversidade de exercícios físicos, pesam-se várias vezes e procuram comparar sua musculatura com a de seus colegas. Como alternativa, na maioria dos casos o uso de anabolizantes é freqüente entre os vigoréxicos.
Segundo o médico nutrólogo Maximo Asinelli, deve existir uma preocupação dobrada com pessoas que apresentem sintomas ou comportamento diferenciado que possa estar relacionado a alguma dessas doenças. “Pessoas que possuem esse tipo de doença podem ser vítimas futuras de uma disfunção nutricional, tanto por optar por dietas alternativas que não possuem os nutrientes que o corpo precisa, quanto por seguir métodos diferenciados para manter uma boa aparência física”.
O fato é que essas doenças são frutos de uma sociedade que impõe um padrão de beleza onde os corpos são valorizados por sua forma esbelta e pelas silhuetas perfeitas. Facilmente, hoje, é possível identificar que vivemos cada vez mais em uma sociedade consumista e que chegamos a um ponto onde o culto à imagem acaba sendo tão importante quanto nossos valores.
Médico Nutrólogo

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A perda de peso hoje se tornou uns dos objetivos mais cobiçados pelas mulheres, de forma que, não sendo magra, não existe felicidade. Diante deste caos que se instalou hoje na nossa sociedade, na busca do corpo magro,recebemos o pedido de milhares de mulheres obcecadas pela idéia de perder peso, mas não percebem que a solução, muitas vezes, depende somente de comportamentos que escolhemos ter em nosso dia a dia, quando nos relacionamos com a comida.
Pensar, agir, comer, desenvolver comportamentos magros, é o primeiro passo para perdermos peso e tornar a manutenção do corpo magro, concreto.
Mas esse processo que parece tão simples, na verdade exige a aprendizagem de novas condutas de comportamento:
Psicóloga

O comportamento do obeso é uma relação de causa e efeito gerada por ansiedade que leva a ingesta exagerada de alimentos e o resultado de quilos extras no corpo e na balança, situação que leva a uma baixa na auto-estima e imagem.
Com o ciclo vicioso anulação e rejeição se tornam presentes e a frustração toma conta, parece que todo o esforço foi em vão e que tudo parece estar perdido.
A comida se torna a única fonte de prazer em uma rotina que lazer e atividades prazerosas envolvem alimentos e prazer imediato tendo como sobremesa o sentimento de culpa.
O primeiro passo para o comportamento magro é o autoconhecimento com a ajuda de um profissional nutricionista descobrir os pontos críticos do seu consumo alimentar e elaborar estratégias gradativas de mudança e do psicólogo para as questões emocionais.













