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Arquivo de fevereiro, 2010

11
fev 10
Arquivado em Default às 08:59 por Luciana Kotaka

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Obesidade, atualmente descrita como uma doença ou causadora de. Infelizmente, a recíproca é verdadeira. Cada vez pesquisas comprovam que a obesidade é a grande causadora de sérios problemas para as pessoas.

Pressão alta, diabetes, doenças no coração e infarto, são alguns principais e preocupantes problemas que ela pode causar.

Além de efeitos físicos, o sofrimento emocional é também uma das partes mais dolorosas desse processo, principalmente pela importância que a sociedade impõe atualmente sobre a beleza do corpo: O corpo magro!

O fato é que a maioria das pessoas que sofrem com problemas de peso já passaram pela clássica situação do efeito sanfona, criando assim uma questão fatal: porque será que é tão difícil manter-se magro?

A resposta para isso vem de um importantíssimo fator. Todo um comportamento alimentar envolve questões físicas e emocionais, sendo um dos mais difíceis de mudar, contribuindo desta forma, com os freqüentes fracassos das dietas.

Hoje, existem métodos especializados para esse tipo de readaptação. O programa de Reeducação Afeto-Cognitivo do Comportamento Alimentar (o RAFCAL) é um tratamento personalizado para atender aos aspectos comportamentais relacionados ao sobrepeso e obesidade.

De acordo com a psicóloga Luciana Kotaka, o foco desse programa é o emocional, onde o próprio paciente se tornará autor de seu emagrecimento, aprendendo a se responsabilizar pelo processo e deixar de pensar que é a gordura que se apropria dele, sem que ele seja sujeito disso. Com isso, a idéia é que a pessoa crie um comportamento magro, em que ela não utilize de comida para compensar sentimentos – como o cansaço, estresse, solidão, raiva, entre outros – sejam eles bons ou maus.

Luciana ainda exemplifica: “Muitas pessoas não colocam seus sentimentos para fora, e acabam engolindo tudo o que vêem pela frente, pela necessidade de sentir-se aliviada, compensada, feliz. Partindo desse ponto, a psicologia pode contribuir para que as pessoas emagreçam, visando que nesse programa o principal fator é o lado emocional.

Luciana Kotaka
Psicóloga Clínica
Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares

08
fev 10
Arquivado em Default às 10:46 por Luciana Kotaka

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Para muitos segunda feira é sinônimo de recomeço.

Representa o início de novas tentativas em busca de objetivos perdidos cada final de semana.

Porque será que é tão difícil se manter dentro das metas?

Verifiquem os erros mais comuns:>

- dietas rígidas, como a dos carboidratos, sopa, líquidas,entre outras existentes;

- falta de persistência em manter o objetivo, mesmo que não desça o ponteira da balança;

- falta de organização: esquece de ter em casa e no local de trabalho alimentos para refeições principais e para realizar os lanches intermediários;

- ingestão de líquido baixa;

- não manter um controle escrito do que ingere ao longo da semana;

- esquecer de comer a cada 3 horas;

- deixar de comer um doce que adora porque está de dieta (esse erro é bem comum, pois vai acabar comer e muito o doce preferido no primeiro obstáculo que encontrar);

- falta de iniciativa em frequentar alguma academia, seja de musculação, natação, dança, boxe, patinação…);

- comer rapidamente, sem descansar os talheres sobre o prato, ou mesmo comer frente a televisão ou computador;

- comer para compensar tristeza, estresse, raiva, solidão, problemas, como se a comida fosse capaz de solucionar essas questões pessoais.

Esses são somente alguns itens importantes nesse processo, o que acham de verificar quais erros tem cometido?

Um abraço e uma ótima semana!

Luciana Kotaka
Psicóloga Clínica
Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares

06
fev 10
Arquivado em Default às 14:27 por Luciana Kotaka

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Essa é a opinião de Marco Antonio Tommaso, psicólogo clínico especializado em transtornos alimentares após a exibição de modelos excessivamente magras durante o SPFW 2010. Ele explicará como as pessoas podem controlar essa obsessão pela magreza excessiva, durante o evento Beleza Sustentável 2010, considerado de utilidade pública ashionistas sentados na primeira fila de um desfile da SPFW 2010 ficaram espantados pelo fato das modelos estarem mais magras do que nunca.

Segundo informações veiculadas na imprensa, os estilistas estão com dificuldades em montar seus “castings” e fazem ajustes de última hora e escolhem peças que escondam os ossos saltados das modelos. Além disso, elas andam com dificuldades e a massa corporal de algumas delas estão bem abaixo da média. Diante disso, o empresário Paulo Borges, diretor da São Paulo Fashion Week relatou que a organização do evento deve encaminhar um comunicado às maiores semanas de moda do mundo, entre editores e fotógrafos internacionais para alertar sobre a magreza atual das modelos.

Marco Antonio Tommaso, psicólogo Clínico especializado em transtornos alimentares ,concorda com a atitude de Paulo Borges e ressalta também que precisam ser criadas medidas urgentes de coibição mundial para evitar essa busca descontrolada pela magreza. Campanhas educativas para evitar transtornos alimentares e incentivar o emagrecimento saudável com responsabilidade e descartar essa patologia cultural sobre a magreza é o caminho que autoridades no Brasil e no mundo têm que seguir. “Isso é necessário, pois, muitas mulheres se espelham em modelos nacionais e internacionais e buscam o emagrecimento de forma descontrolada e passam dos limites. Depois os resultados são os transtornos alimentares, bulimia, anorexia e muitas vezes o resultado é a morte”, explica Marco Antonio Tommaso.

Marco Antonio Tommaso será palestrante no Beleza Sustentável 2010, Primeiro Evento Mundial de Desenvolvimento Integral do Ser para a Sustentabilidade, que ocorrerá nos dias 10 e 11 de março, no HSBC Brasil, na capital Paulista.

Durante sua apresentação sobre Beleza Física, o especialista relatará como cada mulher pode trilhar um caminho e identificar sua beleza interna, aceitando-se fisicamente e principalmente valorizando o que ela tem de melhor sem cometer grandes absurdos, como por exemplo, adotar medidas de emagrecimento irresponsáveis que não elevam sua auto-estima, mas que acarretam diversos tipos de doenças como já conhecemos atualmente. Seguindo esse caminho, cada Ser pode manter um equilíbrio em todas as suas dimensões, pois, tudo está ligado. A sua auto-estima interfere como cada um age no trabalho e nas relações emocionais, na saúde e em outros aspectos, explica Marco Antonio Tommaso.

O evento Beleza Sustentável trará informações em relação aos cinco tipos de beleza existentes em cada pessoa: Mental, Emocional, Física, Espiritual e Financeira. Os 15 especialistas brasileiros que estarão presentes relatam que todo o conteúdo que será apresentado contribuirá para que cada um siga um caminho com melhor qualidade de vida a longo prazo com qualidade, desenvolvendo-se integralmente como Ser, conquistando resultados plenos e satisfatórios em todas as suas dimensões. Portanto, a missão do Beleza Sustentável 2010 é apresentar informações necessárias para que mulheres e homens possam trilhar um caminho satisfatório em direção à sua própria sustentabilidade, enfim se tornando um Ser Sustentável em todas as suas dimensões.

Além das palestras, o encontro trará apresentações em vídeos com depoimentos e informações de pessoas que conseguiram se destacar em suas áreas de atuação e são bem-sucedidas nas cinco dimensões, revelando suas experiências e conhecimento para o sucesso de suas realizações. O evento vai contar ainda com exposição de ONGs e empresas que contribuem para o desenvolvimento integral do Ser. O evento Beleza Sustentável 2010 é promovido pela Ambiente Global, com apoio institucional da Abracom, Editora Murano, Instituto Mais, Maxpress, São Paulo Convention Visitors Bureau, MAjca Innovation & Sustainability, Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, Bem Receber, SPTuris e Sustainable Business e reunirá mais de duas mil pessoas vindas de todo o País. Mais informações acesse o site www.belezasustentavel.com.br[14]

Informações sobre o SPFW 2010 acesse a matéria www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u682550.shtml

04
fev 10
Arquivado em Default às 19:43 por Luciana Kotaka

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Um grupo de pesquisadores descobriu que a reação de um composto químico com uma enzima presente no corpo dos ratos faz com que o organismo imediatamente comece a consumir mais gorduras, segundo artigo publicado hoje pela revista “Cell Metabolism”.

A enzima é denominada Fyn e controla, indiretamente, a atividade que os pesquisadores descrevem como “o comutador mestre de energia”.

“Quando há um desequilíbrio entre o que comemos e o que gastamos” o resultado é o excesso de peso e a obesidade, disse Claire Bastie, da Faculdade Albert Einstein de Medicina e Neurociências de Nova York. “E o problema da obesidade não desaparecerá por si só. Este é um mecanismo para ajudar o corpo a queimar energia adicional”, acrescentou.

A equipe de Bastie já tinha demonstrado que os ratos que necessitam totalmente da enzima Fyn queimam mais ácidos graxos e gastam mais energia –portanto, ficam mais magros. Esses roedores também apresentaram outros benefícios metabólicos, inclusive uma maior sensibilidade à insulina.

Estas constatações foram resultado dos níveis mais altos do ativador principal de energia AMPK nos tecidos adiposo e muscular.

As conclusões indicavam que a enzima podia oferecer uma oportunidade para um novo tipo de remédio destinado à perda de peso.

Agora os pesquisadores conseguiram um argumento adicional para a ideia de que a inibição química da enzima Fyn com um composto experimental conhecido como SU6656 tem de fato consideráveis benefícios metabólicos para os ratos.

Em última instância, os animais parecem se tornar mais aptos fisicamente, pois perdem gordura e se mantêm magros.

Em seu artigo, os pesquisadores dão detalhes de como exatamente trabalha a enzima Fyn: ela atua sobre outro componente do mecanismo da energia, o qual conduz a mudanças nos níveis de AMPK.

Bastie disse que o composto SU6656 não é o candidato ideal para os testes clínicos com humanos porque tanto a enzima Fyn como o AMPK têm efeitos sobre o cérebro, além da gordura e do músculo.

Os cientistas deverão encontrar, agora, um composto que afete somente os atores moleculares desejados.

Folha Online
da Efe, em Washington

03
fev 10
Arquivado em Default às 08:01 por Luciana Kotaka

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Saiba o que Stéphane Clerget, autor do livro “Les Kilos émotionnels”, diz sobre a influência de nossas emoções no ganho de peso

Você pode ter vontade de sobra, mas se algumas emoções, como a ansiedade e a culpa, por exemplo, permanecerem em sua vida, emagrecer se tornará uma tarefa quase impossível. Conversamos com o psiquiatra francês Stéphane Clerget, autor do livro “Les Kilos émotionnels – Comment S’en Libérer Sans Régime Ni Médicaments” (“Os Quilos emocionais – Como se liberar sem regime nem medicamentos”), editora Albin Michel, ainda inédito no Brasil, e descobrimos que não basta somente o entusiasmo: é preciso estar com os sentimentos em dia.

iG Quais são as principais emoções que podem nos fazer engordar?
Stéphane Clerget Todas as emoções, em seus diferentes graus, podem interferir em nosso ganho ou perda de peso. Na maioria das vezes, a preocupação, a raiva contida, a tristeza, a ansiedade, o sentimento de vazio e a culpa colaboram para isso, mas há casos em que as emoções positivas, como a alegria, também contribuem. Além disso, não podemos nos esquecer dos conjuntos emocionais mais complexos, como o estresse, a falta de confiança em si, a falta de autoestima e a depressão.

iG De que maneira as nossas emoções podem influenciar em nosso peso?
Stéphane Clerget As emoções nos fazem engordar levando-nos a comer mais ou modificando a natureza do que comemos, nos levando a exagerar em alimentos mais açucarados ou a abdicar de diferentes temperos, por exemplo, o que pode variar de acordo com nosso humor. Elas também nos fazem engordar por modificarem nosso nível de atividade e de consumos energéticos: a tristeza, por exemplo, nos deixa menos fisicamente ativos. Por outro lado, surpreendentemente, as emoções também podem aumentar o nosso peso por meio da estocagem de gorduras, como se a pessoa “tirasse maior proveito” do que come.

iG As emoções atuam diferentemente nos homens e mulheres e em suas relações com a comida?
Stéphane Clerget Mesmo que algumas emoções se encontrem mais habitualmente em um homem ou mulher, elas são comuns a ambos os sexos. Entretanto, razões hormonais e culturais fazem com que homens e mulheres reajam de maneira distinta frente a diferentes sentimentos emocionais. Desta maneira, diante de uma frustração, os homens liberarão mais facilmente suas emoções, tomando atitudes em relação a elas, e as mulheres irão interiorizá-las, assumi-las. Claro, mas não é algo evidente, não acontece com todos.

iG Porque emagrecer é tão difícil para algumas pessoas e tão fácil para outras?
Stéphane Clerget Quando a alimentação é a única fonte de prazer de uma pessoa, não se deve pedir a ela que renuncie a comida enquanto não tiver acesso a novas possibilidades de prazer. Em algumas pessoas, há uma real vontade de emagrecer, mas existem obstáculos interiores, dos quais não há nem mesmo consciência e que são ainda mais fortes do que a própria vontade. Em outras, é muito fácil perder peso porque elas sabem se restringir violentamente, mas é algo de curta duração: o sobrepeso retorna assim que elas relaxam.

iG Diante da função da emoção no ganho de peso, os regimes podem se tornar inúteis?
Stéphane Clerget Qualquer que seja o tipo de regime, ao final de cinco anos, 90% das pessoas retoma seu peso original ou maior. Portanto, o regime por si só é inútil. Mas a escolha dos alimentos não deixa de ser importante, porque eles possuem um impacto emocional sobre o indivíduo. As pessoas que fazem dieta devem ter o sentimento de que o que elas comem é bom para elas e devem sentir um prazer verdadeiro ao comê-los. Obrigar-se a emagrecer sem nenhum tipo de prazer não é eficaz a longo prazo.

iG O que pode ser feito para evitar que as emoções, principalmente a ansiedade, influenciem tanto no que comemos?
Stéphane Clerget A ansiedade pode surgir devido a fatores genéticos e fatores adquiridos pelo entorno. Esses fatores representam mecanismos de defesa psíquicos que aprendemos a colocar em prática durante o desenvolvimento da emoção. É necessário retornar às fontes de nossa ansiedade para poder pesquisar e encontrar seus determinantes a fim de abandoná-los. Uma pessoa pode possuir uma ansiedade, por exemplo, que foi repassada pela avó que a educou, e acreditar que esta ansiedade é realmente dela, e não adquirida de outra pessoa.

iG Quantos quilos por ano alguém pode engordar devido a problemas emocionais?
Stéphane Clerget Não há limite para o inconsciente. O sobrepeso ocasionado por fatores emocionais pode tornar-se também a origem de um mal-estar mais profundo e, num círculo vicioso, ocasionar outros quilos emocionais.

Renata Losso, especial para iG São Paulo | 02/02/2010 17:34
Stéphane Clerget, autor do livro “Les Kilos émotionnels”

Como venho colocado em meus textos, o autor acima também trabalha os aspectos das emoções relacionados com o sobrepeso e obesidade.
Importante buscarem ajuda de um profissional da área da psicologia, para detectarem os faores disparadores da superalimentação e se instrumentalizarem em busca de soluções efetivas no porcesso de perda de peso.

Um abraço
Luciana Kotaka