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nov 09
Psicologia: Transtornos alimentares crescem em tipos e em quantidade de vítimas
Arquivado em Default às 18:31 por Luciana Kotaka

anorexia stop eating[1]
É cada vez maior a variedade de transtornos que afetam, principalmente, jovens que dão extrema importância a padrões de beleza

Anorexia, bulimia, monorexia, diabulimia, ortorexia e a mais recente descoberta, a drunkorexia, são um problema cada vez mais comum nas famílias brasileiras. Todos estes são variantes de uma mesma questão: transtorno alimentar ou compulsão à ingestão.

Especialistas acreditam que a detecção cada vez maior de casos está ligada à necessidade de se imaginar de acordo com os parâmetros da beleza moderna, ou seja, a magreza, supervalorizada como o primeiro item no atual padrão de beleza universal. “Pessoas que se tornam bulímicas ou anoréticas se preocupam muito com o que os outros pensam da aparência delas. São pessoas que supervalorizam o exterior e a própria superfície, desequilibrando a energia que poderiam investir no seu interior, deixando-o precário e desconhecendo-se de fato”, afirma a psicoterapeuta Dra. Léa Michaan.

A novidade neste tipo de transtorno é a Drunkorexia, expressão criada para indicar a mistura do jejum forçado com o consumo exagerado de álcool, duas condutas bastante conflitantes. Por um lado, bebidas alcoólicas possuem alto teor calórico, por outro, a pessoa não quer engordar.

Como resultado desta mistura ela deixa de comer, já que ingere bastante calorias nas bebidas que consome. “A origem da palavra é inglesa, formada pela junção da palavra drunk (bêbado) com anorexia. Trata-se da primeira filha de dois outros transtornos registrados anteriormente, o alcoolismo e a anorexia”, revela Dra. Léa.

Outro caso de transtorno que vem chamando atenção é a chamada diabulimia. Neste caso, somente as pessoas com diabetes tipo 1 são afetas e, assim como nos demais transtornos, a maioria dos casos registrados é em adolescentes. “Quando o açúcar no sangue está elevado, a pessoa perde peso, e o jeito encontrado por alguns para manter essa perda é simplesmente deixar de aplicar a insulina devida”, declara a psicoterapeuta.

Segundo Dra. Léa, só há um meio para a pessoa se libertar da compulsão de ingerir alimentos, álcool ou drogas, que é entrar em contato com suas reais necessidades. “Os transtornos alimentares, assim como o uso abusivo de álcool ou drogas, nada mais são do que expressões particulares de defesa contra a angústia.

Comer muito ou não comer nada são duas faces da mesma moeda, pois nestes dois caminhos está na boca o lugar que escolhemos para resolver nossas questões, tanto faz se a escolha for a de nos abarrotarmos de comida ou nos privarmos desta, as duas condutas são uma vã tentativa de resolver uma questão de outra demanda que é emocional e psicológica”, finaliza.

*Dra. Léa Michaan é Psicoterapeuta e Psicanalista, graduada em psicologia pela Universidade Mackenzie e Pós-graduada em Psicoterapia Psicanalítica pela Universidade de São Paulo (USP).

5 comentários para “Psicologia: Transtornos alimentares crescem em tipos e em quantidade de vítimas”    |    Comentar »



  1. malu disse:

    nossa amei essa sua materia.
    ser Deus quiser ano que vem vou me tratar desses transtornos alimentares.

  2. Lia disse:

    oiee Lu.

    obrigada pelo carinho e atenção.

    ainda quero teclar contigo!

    beijos!

  3. Liza disse:

    Lu venho desejar uma feliz semana.desculpa a ausencia . outro dia vi uma menina(conhecida) q ta com anorexia, nossa fiquei impressionada com o q vi, mexeu muito comigo. bjs fica com Deus.

  4. Arle disse:

    Nossa. Cada vez que venho aqui aprendo mais! Aprendo também o quão necessitamos nos valorizar e amar primeiramente, cuidar da mente e do corpo para ter saúde e não aparencia de saude e preocupação com que o outro vai pensar sobre vc.
    Queria até te perguntar Lu: porque eu tenho a impressão que minha amiga obesa se incomoda com a minha eliminação de peso? Os comentários dela são estranhos mesmo! Exemplo:” vc está bem mas essa sua barriguinha só com plastica viu?” Vc está até legal se não fosse essa barriga, o conjunto ficaria melhor…” Não é estranho? Alguém obeso ficar preocupada com uns pequenos pneuzinhos alheio????? Eu apenas observo, mas gosto dessa pessoa mesmo assim!
    Super bj e ótima semana!





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