Recusar um bom prato de comida por medo de engordar, mesmo estando bem abaixo do peso ideal, ou comer 5 mil calorias em uma única refeição são indícios de que algo não anda bem na maneira de se alimentar. Divididos em anorexia, bulimia e compulsão alimentar, os transtornos alimentares são capazes de causar sérios danos à saúde, caso não sejam tratados.
Atingindo, na maioria das vezes, adolescentes com preocupações exageradas quando o assunto é aparência, as alterações na conduta alimentar são causadas por distorções mentais.
“Nenhum dos pacientes que apresenta os sintomas de um transtorno alimentar procura tratamento sozinho.
É importante que os familiares estejam atentos aos sinais”, alerta Veruska Lafstória, psiquiatra do Programa de Orientação e Assistência aos Pacientes com Transtornos Alimentares, da Unifesp.
A pedido do Minha Vida, a especialista esclarece todas as dúvidas relacionadas às doenças que chegam despercebidamente e podem levar à morte.
Qual a diferença entre anorexia e bulimia?
“Uma pessoa com anorexia emagrece muito e a olhos vistos. E, mesmo assim, se acha gorda, porque tem uma imagem distorcida do próprio corpo”, diz Veruska sobre um dos principais indícios da doença. O paciente se recusa a comer ou restringe radicalmente os alimentos do cardápio.
Outro sintoma que ajuda a diferenciar os transtornos é que os anoréxicos acreditam que a magreza é sinônimo de sucesso. “Caso esteja com o peso normal, o paciente acha que não vai conseguir um emprego ou namorado”, exemplifica a psiquiatra.
Já os bulímicos estão sempre preocupados com a dieta, mas não emagrecem tanto, porque não param de comer. “A pessoa com bulimia, seja através do vômito, de diuréticos ou laxantes, elimina água apenas”, afirma Veruska. Ou seja, os nutrientes dos alimentos são absorvidos pelo corpo, mesmo ao serem expelidos, fazendo que a pessoa não emagreça.
Quais são os primeiros sinais de cada um dos problemas?
Para evitar que os sintomas cheguem a despertar atenção física e passem a causar prejuízos ao corpo, Veruska alerta para sinais como se olhar muito no espelho, subir na balança a toda hora e, até mesmo, evitar eventos sociais. “O fato do filho recusar diversos convites para sair de casa, pode ser um sinal de que ele não quer enfrentar locais ou festas que tenham comida”. Nos casos de bulimia, a pessoa se sente envergonhada por comer demais e usa as alternativas compensatórias, como o vômito às escondidas.
Como é feito o diagnóstico?
Além dos notáveis distúrbios psicológicos, os sintomas das doenças também apresentam aspectos biológicos. As meninas anoréxicas, por exemplo, deixam de menstruar. “Se a paciente costumava ter um ciclo regular e passa três meses consecutivos sem menstruar, pode estar com anorexia”, constata Veruska. Já os meninos apresentam prejuízos no crescimento dos pêlos (barba, inclusive) e diminuição da libido.
Os bulímicos passam por alterações psicológicas mais difíceis de serem notadas, já que evitam comer acompanhados, se escondem ao apelar para os métodos purgativos e sofrem pouca variação de peso. Comer compulsivamente grandes quantidades a cada duas horas e lançar mão das alternativas para pôr os alimentos para fora pelo menos duas vezes por semana indica a bulimia.
Como são os tratamentos?
Nos dois casos, o paciente é tratado com uma equipe multidisciplinar, que envolve psiquiatra, psicólogo, nutricionista e, nos casos em que é preciso redobrar os cuidados e supervisionar o tratamento durante todo o dia, a companhia de um terapeuta ocupacional.
Caso os transtornos alimentares não sejam tratados, o que pode acontecer?
“Além da transição de um distúrbio alimentar para o outro, podemos observar o surgimento de um problema crônico, levando à doenças mais sérias e até à morte”, ressalta a psiquiatra da Unifesp. Isso quer dizer que uma pessoa anoréxica pode desenvolver bulimia também.
As conseqüências mais graves da bulimia são gastrite, exofagite, gengivite e danos no esmalte dos dentes. E, como resultado de bulimia e anorexia não-tratadas, está a perda de eletrólitos e potássio no organismo. A falta de tais nutrientes leva à arritmia cardíaca, o que pode causar a morte dos pacientes.
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14 comentáriosO esperado quando estamos envolvidos em um novo relacionamento, trabalho, ou mesmo um novo método de emagrecimento, é termos expectativas quanto ao desenrolar da situação em questão.
Porém observamos uma tendência de potencialização dessas expectativas a ponto de causar a nós mesmos uma grande decepção. Idealizamos, sonhamos e perdemos a noção do que é real e possível em nosso novo empreendimento, e acabamos sofrendo, pois a realidade nos causa uma grande desilusão.
Um dos caminhos mais seguros para que isso não ocorra, é fazer uma breve avaliação das possibilidades de sair vencedor . Sair de cena e ficar nos bastidores, observando os prós e contras de determinada situação dar certo ou o pior, ir para o ralo abaixo.
Quando nos afastamos de uma situação e fazemos uma pré avaliação do andamento e percurso a se percorrer para o alcance de um objetivo, podemos ter a noção de uma realidade mais fidedigna, não nos frustrando tanto quando não alcançamos o resultado almejado.
Esse processo é muito importante quando decidir iniciar sua reeducação alimentar, pois regimes e dietas são contraproducentes, então faça certo desde o início.
Precisa ter em suas mãos o controle da sua ingesta alimentar, pois comer é para se nutrir, e não para preencher um vazio, ou um processo de ansiedade frente a outras situações a que possa estar exposto diariamente.
Portanto o ideal é traçar metas realistas, para que a frustração não seja obstáculo frente a sua determinação de vencer.
Emagrecer aos poucos é a melhor forma de manter o peso magro, lembrando que “dietas” ou “regimes’ restritivos levam a compulsão, atrasando seu objetivo inicial que é a perda de peso.
A reeducação emocional e alimentar é o caminho do sucesso para qualquer processo de perda de peso, pois o objetivo é aprender a comer de forma adequada, somente por fome, e sentir-se leve e tranquilo com as escolhas alimentares.
Planejar é decidir de antemão qual é, e como será a sua vitória.”
( Rhandy di Stefano )
Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica
Curitiba – PR

Nossos comportamentos e sentimentos são determinados pela forma que uma pessoa se vê, se percebe, como também pela leitura que faz das situações de sua vida.
É bem frequente que pensamentos distorcidos a respeito de determinada situação gere também comportamentos inadequados, levando a uma alimentação ruim.
Alguns exemplos desses pensamentos seriam:
- Tudo ou nada, o famoso 8 ou 80 – Ou como todo o chocolate ou não como nenhum! Outro bom exemplo é começar a seguir a orientação da nutricionista e na primeira pisada de bola joga tudo para o alto e se afoga numa bela lasanha.
Veja, esse é um erro bastante comum , pois na vida acabamos por cometer deslizes, não só em nossa alimentação, como em tantas outras questões, e só precisamos avaliar nossos comportamentos e voltar ao que havíamos nos proposto.
- Descrédito – Certa vez tentei mudar meu comportamento, fiz um regime uma semana e o ponteiro da balança nem se mexeu! Isso não é pra mim!
Mas você mal se deu uma chance de mudar, ou mesmo de seu corpo responder as mudanças que se propôs a fazer! Lembre-se, levou meses, até anos para engordar e chegar ao seu peso atual, e não será uma semana ou um mês que mudará definitamente seu peso.
- Conformismo – Ah! sempre tive tendência para engordar, não tenho mais jeito! ou mesmo : Tenho hipotiroidismo, por isso sou assim..
Muitas pessoas utiliza do conformismo para não irem em busca de mudanças. Claro que estar na zona de conforto é mais fácil, mas é preciso que se busque mudanças, tanto para sentir-se bem com seu corpo, como para ter saúde também.
- Generalização – Toda mulher que ganha neném fica assim, mais pesada, minha tia, minha mãe também ficaram.
Boa desculpa, mas será mesmo que não pode mudar essa história, até parece que é um vírus que pega e não tem remédio!
Pensarmos em como nos comportamos em relação a alimentação e com nosso corpo, é o primeiro passo para nos conscientizarmos da necessidade de mudança.
Mudar é transformação, e qualquer transformação precisa de desejo.
Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica

Quantas vezes você já sentiu vontade de dizer ou até mesmo gritar um Não bem grande e não conseguiu?
Fomos educados para sermos agradáveis, polidos com as pessoas, a não demonstrar descontentamento ou mesmo ressentimento.
Tem a questão religiosa que nos coloca em situação de pura culpa, e acabamos falando sim quando não desejamos, assumindo responsabilidades que muitas vezes não tem nada de gratificante e nem nos dizem respeito.
Já pensou o quanto já gastou de energia falando sim a alguém e depois ficou se remoendo de raiva por ter aceito fazer algo da qual não queria fazer?
Podemos pensar também qual é o ganho que se tem em estar sempre disponível ao outro? Será que tem medo de desagradar, de ser preterido, ser menos amado?
Dizer não é uma aspecto muito importante para o restabelecimento de nossa auto estima, pois coloca limite tanto no outro como em si mesma, se pensarmos na comida.
Podemos e devemos dizer não em muitas ocasiões em nossas vida, pois precisamos ter noção de nossos limites, como por exemplo não ir trabalhar no sábado porque seu chefe pediu, pois é seu dia de folga , e estava esperando para descansar.
Claro que em tudo temos que ter capacidade de avaliação para tomarmos um boa decisão, mas quero focar na quantidade de momentos que abre mão de VOCÊ em função do outro, e acaba se entupindo de trabalho, tarefas, compromissos e lógico de comida!
Ouço das pessoas diversas desculpas para justificarem a falta de tempo para se cuidarem: Não tenho tempo de ir na academia ainda, não deu para ir fazer minhas compras essa semana , ainda nem liguei para o cardiologista como me orientou, mas teve tempo para correr a cidade de um lado para outro em função de outros compromissos que nada dizem respeito a VOCÊ!
E lhes pergunto:
Quando isso vai mudar?
Qual presente tem se dado nos últimos meses? Uma massagem, um cuidado médico, uma caminhada no parque para relaxar…
Lembrem-se, que você tem o valor que se dá, e qual o valor que tem dado sua saúde e seu corpo?
Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica

Olá meus amigos e amigas,
Esse vídeo é real, conheço de onde veio.
Peço para quem puder colaborar, que possam
fazer sua parte…
Um grande abraço
Luciana Kotaka















