-
Arquivo de março, 2009

29
mar 09
Arquivado em Default às 13:00 por Luciana Kotaka

Interessante pensar que seria possível desenvolver uma pertubação em nossa forma de se alimentar, pois é um ritual diário e conhecido.
Mas muitas vezes algumas formas de se alimentar que levam a um desequilíbrio emocional como práticas de controle de peso persistentes e radicais.

Podemos destacar o início de um descontrole alimentar com uma perda de peso significativa, como também um ganho de peso rápido, um persistente descontentamento com seu corpo, contornos corporais, ocorrendo uma distorção da imagem corporal real:

- Práticas de controle do peso pouco recomendáveis e saudáveis, como também uma quase ausência de ingestão de alimentos, voracidade incontrolável, indução do vómito, uso abusivo de laxantes e de diuréticos e prática excessiva de exercício físico;

- Medo irracional de engordar e com um forte desejo de ser magro;
- Suas relações familiares, e sociais demostram estarem em desequilíbrio, descontentamento, afastamento de pessoas e atividads antes prazeirosas;

- Sofrimento com as obsessões sobre o peso e a quantidade de alimentos ingeridos, consequente ansiedade no controle dos mesmos, mudanças de humor bruscas, com sentimentos de culpa;

- Comportamentos de desconfiança, insegurança e afastamento do ambiente que antes era familiar e agradável;

- Obcessão constante com o corpo, rituais na hora de se alimentar ou mesmo desenvolvimento de estratégias para não levantar suspeita nas pessoas com que convive;

Esses indicadores constitui o quadro emocional de pessoas que apresentam perturbações no Comportamento Alimentar , precisando da orientação de uma equipe multidisciplinar para acompanhar e tratar a situação apresentada.

Atualmente essa patologia vem aumentando significamente, gerando a necessidade dos pais estarem mais atentos, para que reconheçam de início os sintomas relatados.
Mas não é exclusividade somente de adolescentes, hoje recebemos crianças e adultos já com família constituídas, o que mostra um agravamento dessa situação.

Os distúrbios alimentares são responsáveis pelos maiores índices de mortalidade entre todos os tipos de transtornos mentais, ocasionando a morte em mais de 10% dos pacientes.

Luciana Kotaka
Curitiba -PR

24
mar 09
Arquivado em Default às 18:40 por Luciana Kotaka

A alimentação matutina é muito importante para abastecer o organismo para o dia que se segue.

Durante a noite, o corpo continua trabalhando e somos sustentados por nossas reservas corporais de nutrientes. Para se ter uma idéia, o corpo consome cerca de 40 a 60 kcal por hora de sono. Neste período, os níveis de energia têm uma redução significativa e a primeira refeição do dia irá reabastecer tanto o corpo quanto o cérebro com os nutrientes necessários após uma noite de repouso.

No caso do esportista, além da refeição estimular o metabolismo, essa necessidade é ainda maior, pois trata-se do fornecimento dos nutrientes necessários para a recuperação muscular pós-treino ou para a formação de estoques que garantirão energia para a prática esportiva que ainda está por acontecer.

O café da manhã é essencial para a saúde. Ele auxilia a melhorar o consumo de nutrientes diários, equilibrando a ingestão de carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais. Além disso, o bom café da manhã ajuda na manutenção do peso ideal, pois permite uma dieta balanceada.

É por isso que o desjejum, comumente denominado de café da manhã. é a refeição mais importante do dia. Com a harmonia entre nutrientes essenciais e energia, ele oferece o que o nosso corpo precisa para trabalhar bem, garante o bom humor pela manhã e disposição para os exercícios. E ainda, como melhora a atenção e a concentração, favorece seu trabalho e seus estudos.

Dados norte-americanos mostram que crianças e adultos que tomam café da manhã habitualmente, comparados com aqueles que não têm essa prática, têm peso corporal mais saudável.

Estudos comprovam que as pessoas que tomam café da manhã consomem menos gorduras em geral e têm menos probabilidade de “beliscar” durante o dia. Por fim, os hábitos alimentares dos adultos que conseguem manter o peso saudável, incluem tomar café da manhã diariamente.

Além de tudo, há um acúmulo de estatísticas demonstrando que quem toma café da manhã tem melhor desempenho em testes de memória e na resolução de problemas, e que as crianças que fazem o desjejum têm melhor rendimento escolar e menor probabilidade de se atrasar ou faltar à aula. Ao que tudo indica, as funções da memória estão relacionados à concentração de glicose no sangue, afetando-as positivamente.

O critério de escolha para os alimentos no café da manhã é baseado na função que desempenha cada nutriente:

Os cereais, pães e biscoitos são boas fontes de carboidrato e por isso, fornecem energia.

O leite, queijo e derivados são fontes de proteínas, que regulam a formação de hormônios, anticorpos e são responsáveis pela formação e manutenção do tecido ósseo e na contração muscular.

As fibras das frutas e cereais integrais favorecem a motilidade intestinal, evitando a constipação intestinal ou prisão de ventre e controlando a absorção de nutrientes.

Os cereais integrais, por serem íntegros e manterem os nutrientes dos grãos, assumem grande importância no café da manhã, estando associados a uma vasta gama de benefícios para a saúde, como o auxílio no bom funcionamento intestinal, na manutenção do peso corporal e na redução de problemas cardiovasculares.

Dessa maneira, um bom café da manhã deve ser composto por:
Frutas ou Suco de Fruta;

Leite ou Iogurte, preferencialmente desnatados;

Cereais, Pães ou Biscoitos, preferencialmente integrais.

Os esportistas que têm o hábito de treinar pela manhã, logo após acordar, nunca devem o fazer em jejum. A melhor opção é um lanchinho leve antes do treino (ex.: 2 torradas e 1 copo de suco), deixando para tomar o café da manhã após o treino.

VALORIZE MAIS ESSA REFEIÇÃO E GARANTA BEM-ESTAR E MUITO PIQUE. SEU CORPO VAI AGRADECER!!!..
Nutricionista Cassiana C. Domingues http://www.cdnutri.com.br/Curitiba -PR

21
mar 09
Arquivado em Default às 00:52 por Luciana Kotaka

“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.

Sou a Miss Imperfeita, muito prazer !

Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou.

Trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos,
participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda
faço escova toda semana – e as unhas! E, entre uma coisa e outra,
leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas
coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.

Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e
lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria
modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa
expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito
durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye
vida interessante.

Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre
politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não
é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser
indispensável.

É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!

Tempo para uma massagem…

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de
beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será
editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente
organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto,
ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa
postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super,
se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem
avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho
de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais
elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que
se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir..
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para
usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos
mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela..

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada,
o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas se você
precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está
precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha,
uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o
rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova
perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante”.

Créditos – Martha Medeiros

15
mar 09
Arquivado em Default às 16:05 por Luciana Kotaka

Interesante pensarmos nessa questão, pois nos passa batido a questão do consumismo nesse aspecto.
Estamos acostumados a pensar somente em uma direção, no quanto acabamos consumindo demais, principalmente no que diz relação a comida.
Existe uma indústria de marketing atrás de todo esse processo que tem a função de passar aos clientes que estes precisam experimentar, comprar, provar determinados alimentos e não os culpo por isso, esse é o trabalho deles.

Mas me pergunto o que nos leva leva a entrar nesse gigante mundo consumidor, e o aspecto que acredito ser sério, é que se não participarmos desse processo nos sentimos menos, excluídos, como ETS em uma sociedade onde o o natural é comprar, é o ter.

Tem uma empresa de sanduíches em minha cidade ao qual fiz a opção de não conhecer, e quando faço esse comentário as pessoas dizem: Nossa, mas porque? E eu respondo: Não preciso comer esse sanduiche para me sentir bem.

Em um primeiro momento parece radical , porém essa é uma opção pessoal de cuidar de mim, de escolher comer um alimento mais saudável, ou mais nutritivo, mas claro, isso não quer dizer que nunca como algum outro sanduíche, mas que eu escolho o que quero, que tenho opções, e que para ser parte de uma sociedade, não preciso participar de todos processos apresentados, de comprar todas as novidades para me sentir “por dentro“, sentir-me feliz.
Experimento coisas diferentes, também consumo, porém de uma forma mais regrada, dentro do que acredito ser ideal para mim.

Essa introdução que fiz falando desse mercado do consumo, tem o objetivo de mostrar que na verdade não somos meros consumidores e sim que somos consumidos por todo uma estratégia comercial ,por uma idéia e somos levados a acreditar que temos que comprar, experimentar, e somos sim consumidos …

A gente consome porque queremos ou queremos porque somos levados a consumir?

Fica uma reflexão para pensarmos…

Luciana Kotaka
Curitiba-PR

11
mar 09
Arquivado em Default às 13:05 por Luciana Kotaka

.
Quando lemos o título acima logo ficamos em alerta e vamos correndo tentar identificar o que nos faz ser assim – pensar e se comportar gordo – Seriam as emoções?

A cada dia é mais claro a relaçõe entre a comida e o afeto, pois ficamos condicionados e/ou dependentes da comida para nos sentirmos aliviados, ou melhor tranqüilos.

Esse é um aspecto importante a ser pensado, pois deixamos de comer com a função de nos nutrirmos. Usarmos a comida como fonte de prazer imediata e aí começa um ciclo vicioso, onde todas as outras fontes de prazer são deixadas de lado e a comida acaba se tornando o eixo central da vida de uma pessoa.
Vale ressaltar que a obesidade é multifatorial, porém é certo que o nosso estado emocional influencia de forma significativa nesse processo de aumento de peso, principalmente quando existe um fator depressivo envolvido.
Existem vários gatilhos que podem estar compondo esse quadro quando citamos o lado emocional: separação, mudança de cidade (país), solidão, ausência de família, vida profissional insatisfatória e assim poderia citar uma lista interminável de questões que me trazem e que podem estar determinando o aumento de peso.
Cada indivíduo é único, e vivenciará as situações de suas vidas da forma mais adequada dentro de suas possibilidades.

Abaixo tem uma lista de situações que podem levar você a comer em função de suas emoções:

- Sente um prazer imenso quando come, e perde totalmente o interesse por outras atividades;

- Come desenfreadamente, sem se preocupar com a qualidade da alimentação;

- Não come nos horários adequados e muitas vezes o faz escondido de outras pessoas;

- A baixa auto estima e a falta de cuidados com o corpo e a saúde, faz com que a situação vá se agravando;

- Tem a ilusão de que estar magra acabaria com seus problemas e que poderia ser feliz;

- Procura uma forma mágica de perda de peso, colocando fora, no outro a responsabilidade por emagrecer.

Identificando essas questões em seu processo de sobrepeso e obesidade, é importante procurar ajuda de profissionais habilitados para ajudá-lo a perder peso, alcançar um estado de saúde e equilíbrio, como a nutricionista, educador físico e um psicólogo.
A obesidade é uma doença e temos que tratá-la com responsabilidade e seriedade, só assim poderemos emagrecer com assertividade.

Luciana Kotaka Psicóloga Clínica
Curitiba-PR