Precisamos partir do princípio de quem controla a comida somos nós e não ela.
Algo errado nessa frase???
É imprescindível poder identificar e escolher , o não pode comer, do que não se quer comer?
Pergunto por que quando pensamos emagrecimento, o primeiro pensamento que ocorre é o de: Não vou poder comer chocolate… Que pensamento desesperador esse não?
A grande questão não é deixar de comer o que se gosta, e sim, poder comer um pouco do que se gosta, por exemplo, um bombom.
Isso é o que chamamos de satisfação, e comportamento de se comer a caixa toda é compulsão.
O segredo é criar consciência do porque está comendo; se está com fome, se é só para acompanhar alguém, ou porque está descontando emoções na comida… E se perguntar sempre, o porquê está comendo.
Diante dessas questões, claro, o único caso que deve ser resolvido com comida é a fome. Se estiver triste, chore; se está ansiosa, tome um banho, relaxe, respire fundo; O importante é vivenciar as emoções e resolver cada uma delas com a solução mais adequada.
A partir daí você vai começar a perceber a diferença entre fome-física e fome-emocional e vencer a compulsão. Essa percepção e o reconhecimento das duas situações distintas abrem seu leque de opções, te dando instrumentos para lidar melhor com essas situações.
É você quem vai decidir se come ou não come, é você que tem que ter o controle sobre essa situação.
O que fazer…
- faça um diário alimentar, o deixe sempre perto de você. Ele tem uma função de registrar e deixar concreto o que se come.
- procure um profissional para lhe passar uma dieta equilibrada, pois a alimentação restritiva, só vai contribuir para ter novas crises de compulsão.
- o fato de começar a fazer uma reeducação alimentar, não quer dizer que nunca mais poderá comer seus alimentos preferidos, e sim, vai restringí-los um pouco, para que se cortem os excessos. Muitas pessoas querem comer tudo de uma vez, como se fosse a única vez que poderiam ver aquele alimento a sua frente.
- temos que comer para nos nutrir, é uma questão de sobrevivência. Após comer o que seria necessário para esta finalidade, devemos no levantar da mesa e procurar outras formas de satisfação, como um bom banho relaxante, sair para dançar, caminhar, ler um livro, visitar alguém que estima, e se houver questões mal resolvidas, procurar um auxílio para este fato. Assim, a comida vai ocupar o seu devido lugar.
- quando perceber que perdeu o controle sobre sua alimentação, ao invés de jogar tudo para o alto e comer ainda mais, lembre-se de que é uma pessoa humana, que como todas nós, tem deslizes, caímos, e pode levantar e prosseguir em diante, recomeçando novamente sua reeducação.
- lembre-se de seguir a orientação da nutricionista, de comer com intervalos de três em três horas. Esse processo evita novas crises de compulsão, alem de manter seu metabolismo ativo.
- após um dia estressante, passe longe da cozinha. Primeiro faça um alongamento, beba um bom copo de água e vá tomar um banho. Assim, vai estar mais calma e preparar com mais cuidado sua refeição.
- sente-se e faça suas refeições com calma. Converse com os familiares, troque informações, afeto. A comida é somente um ritual necessário. Lembre-se disso!
O mais importante, é que após tomar todas as medidas necessárias para perder peso, mesmo assim não conseguir emagrecer por não manter as orientações, é procurar um Psicólogo para poder compartilhar e solucionar, daquilo que não está determinado somente na necessidade orgânica de se alimentar, ou melhor, trabalhar o porquê está precisando se alimentar de comida e não de afeto, de carinho, de alegrias, de realizações.
O foco é identificar o que em você não está sendo bem canalizado, preenchido, que a comida está tendo que tapar…
Luciana Kotaka
Psicóloga Clínica – CRP-08/06502-1
Curitiba – PR

53 comentários
Os comedores noturnos, devem procurar analisar o que está errado em sua alimentação, do porque está sentindo fome no meio da noite .

Anorexia e Bulimia em homens
Vem aumentando muito os transtornos alimentares no sexo masculino , a anorexia nervosa e bulimia nervosa .Os homens estão sendo cada vez mais afetados por essas doenças, que comprometem a percepção da forma corporal e do peso ,levando as pessoas a uma privação expontânea da alimentação e a provocar o vômito.
A Anorexia Nervosa é diagnosticada quando ocorre a privação da alimentação, pelo por um medo mórbido de engordar e pela busca incessante de ficar magro, que foge ao padrão do peso saudável.
Sintomas: níveis mais baixos de testosterona, o que causa diminuição do apetite e da atividade sexual. Quando estão seriamente abaixo do peso, muitos pacientes também manifestam sintomas depressivos, retraimento social, irritabilidade e insônia.
Como tratar: freqüentemente é necessária a internação, pois a pessoa se encontra fraca e desnutrida e, como ainda se vê gorda,continua sem vontade de comer.
A Bulimia consiste em se comer grandes quantidades de alimentos de forma descontrolada e provocar o vômito , além do uso de laxantes e diuréticos em excesso por pelo menos duas vezes na semana, durante três meses.
Sintomas: há obsessão pelo corpo perfeito, por dietas e exercícios. Também pode provocar dores musculares e cãibras, inflamação na garganta, cáries nos dentes, desidratação, desnutrição, fraqueza, desmaios, vômitos com sangue e rosto inchado por inflamação das glândulas salivares.
Como tratar: O tratamento consiste em uma equipe multidisciplinar, visto a necessidade no caso da anorexia, de ganho de peso , e na bulimia uma restruturação da sua dieta (nutricionista), o resgate da imagem corporal e reestruturação de vida (psicólogo) e também o psiquiatra que vai ficar na patologia em si. Luciana Kotaka Psicóloga
Clínica Curitiba -PR

É muito interessante observar a reação das pessoas em relação a perda de peso. Buscam normalmente soluções rápidas e práticas, não querendo perder tempo para avaliar os fatores que desencadeiam o ganho de peso.
Em busca dessas soluções mágicas, nos eximimos da responsabilidade, em relação a nossa ingesta alimentar, como se a comida fosse a grande vilã nesse processo chamado obesidade e não a forma que a utilizamos de fato.

Divulgação
Todas as pessoas têm alguma mania. Seja lavar as mãos, limpar os ambientes, verificar as janelas antes de sair de casa, organizar o guarda-roupa por cores ou os armários da cozinha por tamanho dos potes. Quem nunca se pegou fazendo isso?
Porém, a psicóloga Luciana Kotaka alerta que quando esses comportamentos se tornam excessivos, interferem na vida da pessoa e causam sensação de aflição, se estabelece um quadro de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). “O TOC é uma doença onde o indivíduo apresenta obsessões e compulsões, ou seja, sofre de idéias e comportamentos que podem parecer absurdas e ridículas para a própria pessoa e para os outros, mas mesmo assim são incontroláveis, repetitivas e persistentes”, explicou.
Luciana comentou que existem vários estudos sobre a origem do TOC e ainda não se sabe ao certo quais as causas desse problema. Algumas pesquisas indicam fatores biológicos, como traumas, infecções cerebrais, lesões e disfunções no funcionamento do cérebro. Além disso, acredita-se na influência de fatores emocionais e educativos, principalmente entre famílias com um nível de exigência muito elevada e acentuada.
“São vários os problemas que o TOC desencadeia, pois a obsessão em seguir os rituais acaba limitando seu tempo. A pessoa fica horas fazendo a mesma coisa, o que interfere na qualidade do trabalho desenvolvido e nas relações familiares”, apontou.
Quanto ao tratamento da doença, Luciana explicou que, em grande parte dos pacientes, é possível eliminar totalmente os sintomas, mas, em alguns, o resultado é limitado. “O trabalho deve ser em equipe, com a utilização de medicamentos, associada a um processo de psicoterapia, para que o paciente possa resgatar o controle sobre seus pensamentos e ações, retornar ao trabalho e restabelecer vínculos familiares”, concluiu.
Matéria – Notícias do Paraná 16/12/2008
Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica – CRP – 08/06502-1















