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Arquivo de outubro, 2008

29
out 08
Arquivado em Default às 19:40 por Luciana Kotaka

Método de emagrecimento visa o lado emocional

A obesidade é, atualmente, descrita como uma doença ou causadora de doença. Infelizmente, as duas coisas são verdadeiras.

Cada vez mais pesquisas comprovam que a obesidade é a grande causadora de sérios problemas para as pessoas. Os principais e mais preocupantes, são: a pressão alta, diabetes, doenças do coração e infarto.

Além de efeitos físicos, o sofrimento emocional é também uma das partes mais dolorosas desse processo, principalmente pela importância que a sociedade impõe atualmente sobre a beleza do corpo: e um corpo magro!

O fato é que a maioria das pessoas que sofrem com problemas de peso já passaram pela clássica situação do efeito sanfona, criando assim uma questão fatal: porque será que é tão difícil manter-se magro?
A resposta para isso vem de um fator importantíssimo: todo comportamento alimentar envolve questões físicas e emocionais, sendo estas das mais difíceis de mudar, contribuindo desta forma, com os freqüentes fracassos das dietas.

Hoje, existem métodos especializados para esse tipo de readaptação psicológico-emocional.

O programa de Reeducação Afeto-Cognitivo do Comportamento Alimentar (o RAFCAL) é um tratamento personalizado para atender aos aspectos comportamentais relacionados ao sobrepeso e obesidade.

O foco principal desse programa é o lado emocional da pessoa,é o paciente que se tornará autor de seu próprio emagrecimento, aprendendo a se responsabilizar pelo processo e deixar de pensar que é a gordura que se apropria dele, sem que ele possa fazer nada.

Com isso, a idéia é que a pessoa crie um comportamento magro, em que ela não se utilize da comida para compensar sentimentos – como o cansaço, estresse, solidão, raiva, entre outros – sejam eles bons ou maus.

Muitas pessoas não colocam seus sentimentos para fora e acabam engolindo tudo o que vêem pela frente, pela necessidade de sentir-se aliviada, compensada, feliz.

Partindo desse ponto, a psicologia pode contribuir para que as pessoas emagreçam, já que, nesse programa, o principal fator é o lado emocional.

Sílvia Luciana Kotaka
Psicóloga Clínica

26
out 08
Arquivado em Default às 01:45 por Luciana Kotaka

COMO SE ALIMENTAR ANTES E APÓS A ATIVIDADE FÍSICA???

Em primeiro lugar, nunca realize atividade física de estômago vazio ou com mais de 3 horas sem se alimentar. A realização de atividade física de estômago cheio, principalmente logo após as principais refeições, onde normalmente ocorre ingestão elevada de proteína e gordura, também não é aconselhável.

Dependendo do intervalo que você tem entre comer e realizar sua atividade física, deve priorizar alguns nutrientes e dispensar outros, buscando melhorar o rendimento.

O lanchinho pré-treino só será necessário se você estiver mais de 3 horas sem comer.
Antes da atividade (aproximadamente 1 hora e meia antes) faça um lanche rápido e leve. Este pode ser: maçã, pêra, suco, biscoito salgado, pães, torrada, atum, peito de peru, iogurte desnatado ou light, leite desnatado, cereal matinal, barra de cereal, dentre outros.

Neste horário preferir fontes de carboidrato, para melhorar seu desempenho físico e fazer com que seu organismo consuma açúcares e gorduras durante o exercício, e fontes de proteína, importante para a recuperação e a manutenção dos músculos.

Os carboidratos devem ser consumidos antes do exercício (para otimizar as reservas de glicogênio), durante o mesmo quando a duração for maior que 1 hora (para evitar hipoglicemia e fadiga) e após (para repor o glicogênio muscular e hepático), sempre observando a intensidade e a duração do exercício.

Caso você só consiga comer uma hora antes do exercício, então fique apenas com o carboidrato e dispense a proteína. Caso esse intervalo seja ainda menor (de 40 a 30 minutos) prefira as fontes de carboidratos com baixo índice glicêmico como maçã, pêra, iogurte, castanhas — eles demoram menos para sofrer a digestão (logo ficam menos tempo no estômago) e garantem a energia necessária para realizar o exercício.. A proteína por ter uma digestão mais lenta, não deve ser ingerida perto do horário da aula, pois pode causar mal-estar, atrapalhando o desempenho.

Depois de uma hora fazendo atividade física, os estoques de glicogênio baixam drasticamente, comprometendo o rendimento físico e as reservas do músculo. Por isso a necessidade de repor energia no meio do treino. Se você pretende perder peso não deve exagerar: 1 banana, 1 biscoito light ou 1 bebida isotônica é o suficiente.

Terminando o exercício, você deve priorize a ingestão de proteína. O ideal é consumi-la na primeira hora após o treino, pois é neste momento que as fibras musculares, que sofreram micro-lesões durante o exercício, começam a se regenerar.

O carboidratos não deve ser esquecido nesta refeição. Uma nova dose deste nutriente é novamente necessária para ajudar o corpo a se recuperar do desgaste físico provocado pelo exercício, poupando, desta forma e mais uma vez, o músculo.

Este lanche rápido e leve antes da atividade física ajuda a eliminar aquelas gordurinhas em excesso e a ganhar músculo.

Sem glicogênio (a energia vinda dos carboidratos), o corpo tem mais dificuldade de queimar gordura. Quando não ocorre esse lanche composto por fontes de carboidratos e proteína pré-exercício, o corpo “rouba” proteína da massa magra (músculo) para usar como combustível.

Neste caso, o músculo se vai e a gordura fica. Além disso, existe o risco de hipoglicemia (quando baixa a quantidade de açúcar no sangue), podendo provocar tontura e até desmaio.

Se você costuma se exercitar após o almoço ou o jantar, faça uma refeição leve e espere no mínimo duas horas. É importante que o tempo entre comer e treinar seja suficiente para que o alimento seja digerido e absorvido, evitando desconforto e garantindo reservas de glicogênio para os músculos.

Cuidados especiais devem ser tomados em relação à hidratação
Manter a hidratação constante. Deixar a garrafinha próxima e habituar-se a ingerir água sempre que possível.

A água é importante a qualquer momento (antes, durante e depois do exercício) para hidratar o corpo e manter a temperatura equilibrada.

A principal diferença a ser observada na alimentação de um indivíduo ativo é o gasto energético, pois durante o exercício físico este pode aumentar em 2-3 vezes o consumo total de calorias, variando de acordo com o tipo e duração do exercício praticado.

O balanço energético é fundamental para a manutenção da massa magra, função imune e melhora do desempenho.
Portanto uma alimentação balanceada, equilibrada em calorias e nutrientes, compatível com o tipo de exercício realizado é fundamental para além de melhorar o rendimento, proporcionar bem estar e saúde ao indivíduo.

Consulte um nutricionista!

Dra. Emanuelle G. Fiorentin
Nutricionista CRN8 4809

- Pós-graduanda em Transtornos
Alimentares e Obesidade pela PUCPR
- Atendimento Clínico e Domiciliar
- Consultoria e Assessoria em Nutrição

E-mail: nutri.vitta@hotmail.com

23
out 08
Arquivado em Default às 11:15 por Luciana Kotaka




Como escolher o óleo mais saudável para utilizar em seu dia-a-dia?

Eles se dividem em tantas opções, como: óleo de soja, de milho, de canola, de girassol; azeite de oliva; banha, manteiga, margarina.

Dentre tantas opções, como saber qual é o mais saudável?

Na hora da compra, você consumidor, deve estar atendo as informações nutricionais contidas no rótulo deste alimento. O melhor óleo é aquele que contém maior quantidade de gorduras benéficas a sua saúde. Essas gorduras são chamadas de insaturadas e se dividem em monoinsaturadas e poliinsaturadas. Elas são metabolizadas pelo organismo e se transformam em ácidos graxos essenciais, que atuam no controle do colesterol e na fabricação de hormônios, por exemplo.

As gorduras que fazem mal ao organismo são as saturadas. Elas estão presentes em quase todos os alimentos, porém em maior quantidade nos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios. Quando esse tipo de gordura é ingerida em excesso leva ao desenvolvimento de doenças cardíacas e vasculares.

O ideal é optar por um alimento com pouco ou nenhuma gordura saturada e alto teor de gorduras insaturadas (mono e poliinsaturadas).

As propriedades benéficas dos óleos se perdem quando ele é esquentado até altas temperaturas. Em cozimentos rápidos ainda é possível manter as gorduras boas. O problema está nas frituras. Isso porque a temperatura alta transforma as gorduras insaturadas em saturadas, o que acontece do azeite mais caro ao óleo mais barato.

Quando o óleo começa a queimar e atinge o chamado de ponto de fumaça, ele produz uma substância chamada de acroleína, que é cancerígena. Por este motivo que o reaproveitamento de óleos para frituras é condenado.

O óleo de soja é o que demora mais a atingir esse ponto, por isso é tão usado nas frituras. Já a manteiga tem o ponto de fumaça mais baixo e não deve ser usada para fritar alimentos.

Entre os óleos vegetais, os azeites de oliva juntamente com o abacate são os campeões em índices de gordura monoinsaturada, a melhor para a saúde. Em 100 ml de azeite podemos ter até 79g de gorduras monoinsaturadas, enquanto que no óleo de milho, por exemplo, o índice é de 29g.

O azeite também é rico em polifenóis, que são antioxidantes e reduzem a formação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento do organismo. Essa substância também está presente na uva e nos vinhos.

Uma reportagem comparou rótulos de quatro tipos de óleo de uma mesma marca. Veja aqueles que contêm maior índice de gorduras boas (poli e monoinsaturadas) e ruins (saturadas) para a saúde, de acordo com o fabricante. Os valores são referentes à quantidade de uma colher de sopa de óleo.

CANOLA Gorduras saturadas – 1,0 g Gorduras poliinsaturadas – 3,7 g Gorduras monoinsaturadas – 7,3 Ômega 3 – 1,0 g

MILHO Gorduras saturadas – 1,8 g Gorduras poliinsaturadas – 5,9 g Gorduras monoinsaturadas – 4,3 g Ômega 6 – 5,7 g

GIRASSOL Gorduras saturadas – 1,4 g Gorduras poliinsaturadas – 7,6 g Gorduras monoinsaturadas – 3 g Vitamina E – 4,8 g

SOJA Gorduras saturadas – 2 g Gorduras poliinsaturadas – 7,1 g Gorduras monoinsaturadas – 2,9 g Vitamina E – 1,7 g

Dra. Emanuelle Giacomini Fiorentin – Atendendo a pedidos de colegas do Blog.
Nutricionista CRN8 4809

20
out 08
Arquivado em Default às 01:13 por Luciana Kotaka


Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico

Como o próprio nome diz, trata-se de um comportamento alimentar compulsivo, onde ocorre um impulso incontrolável de se comer muito, sem escolher o que, mas com uma nescessidade de se ingerir rapidamente muita comida, chegando a 10.000 calorias de uma vez só.

Esses episódios ocorrem normalmente às escondidas, pois a pessoa tem vergonha e sente muita culpa por se deixar levar por esse comportamento.

É perturbadora a sensação de falta de controle que ocorre nesses momentos, e a impotência que gera na sequência do ataque.

Esses episódios de compulsão podem ocorrer por diversos motivos, das quais cada indivíduo terá sua história pessoal que determinará esse comportamento, mas sejam elas quais forem, a nescessidade de se compensar essas situações, estão presentes na grande maioria dos casos relatados.

Alguns fatores físicos ,psíquicos e sócio culturais podem ser os disparadores desse processo, juntos ou separadamente.

Para se fechar um diagnóstico do TCAP, eles devem ocorrer pelo menos duas vezes na semana, por um período mínimo de seis meses, e contando com alguns critérios abaixo:

- Comer muito mais rápido do que o normal;
- Falta de controle no momento do episódio;

- Comer até sentir-se mal, empanturado;

-Sentir-se deprimido e culpado logo após o acontecido;
- Ingerir grandes quantidades de comida mesmo sem fome;
- Comer sozinho por sentir vergonha;

- Sentir repulsa de si mesma e angústia crescente.

Mas existe tratamento para esse tipo de comportamento, que compreende uma equipe multidisciplinar como: psicólogo, nutricionista, psiquiatra, entre outros que forem nescessários.
É de extrema importância de que no trabalho terapêutico, o sujeito tome conhecimento do porque se desencadeia sua compulsão, os sentimentos presentes, junto com a auto conhecimento e elevação da auto estima.

Cuidado porém para o seguinte: Nem todo comilão é um comedor compulsivo!

Luciana KotakaPsicóloga Clínica

17
out 08
Arquivado em Default às 02:39 por Luciana Kotaka

Atendendo ao pedido de uma colega de Blog – COLESTEROL

A dislipidemia é a alteração da concentração de lipídeos (gorduras) no sangue, como o colesterol, por exemplo. Sua origem pode ser genética ou por estilo de vida inadequado (como o sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada).

O excesso de lipídeos no sangue é um sério fator de risco de doenças cardiovasculares ao provocar a aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nos vasos que obstruem o fluxo sangüíneo. A qualidade da alimentação é primordial para a prevenção e o tratamento das dislipidemias.

Dicas para melhorar sua qualidade de vida:

Beba pelo menos dois litros de água por dia, preferencialmente nos intervalos das refeições.

O consumo excessivo de alimentos fontes de gordura como gema de ovo; carnes vermelhas de boi e de aves; miúdos de animais; leites integrais e seus derivados; embutidos (mortadela, salsicha, presunto, salame) charque, bacon e outros industrializados.

Manteiga e margarinas comuns são prejudiciais; substitua-as por produtos com 0% trans e com percentual baixo de lipídeos, leia sempre o rótulo.

Alimente-se de hortaliças e frutas, peito de aves, peixes, carne de soja, leite e derivados desnatados.

Retire a gordura aparente das carnes, a pele dos frangos e o couro de peixes.

Prefira óleos vegetais, exceto os de côco, dendê e de babaçu.

Pratique atividades físicas regularmente.

Elimine o fumo.

Consulte um nutricionista!
www.cfn.org.br

Alimentos que auxiliam na redução do colesterol sanguíneo (total e LDL) e/ou aumentar o colesterol “bom” (HDL):

- Alimentos ricos em fibras como os integrais; Hortaliças e Frutas; Leguminosas (soja, feijão, ervilha, etc).

- Azeite de oliva

- Oleaginosas como linhaça, gergelim, castanhas-do-pará e de caju, nozes.

- Peixe, principalmente os de água salgada.

- Vinho tinto de boa qualidade.

Dra. Emanuelle G. Fiorentin
Nutricionista CRN8 4809
Pós-graduanda em Transtornos Alimentares e Obesidade pela PUCPR
Atendimento clínico e domiciliar
Consultoria e assessoria em nutrição

Av. Tupy, 2221, Centro – Ed. Gold Center (Sala 702 – 7º andar) – Pato Branco
Telefones: 3225-3256 / 9115-6614 / E-mail: nutri.vitta@hotmail.com