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Arquivo de agosto, 2008

30
ago 08
Arquivado em Default às 01:03 por Luciana Kotaka

Dra. Emanuelle Giacomini Fiorentin
Nutricionista CRN8 4809

E-mail: nutri.vitta@hotmail.com
Site em desenvolvimento:
http://www.nutrivitta.ntr.br/

OBESIDADE: O Mal do Século


Podemos considerar obesidade como uma alteração do estado nutricional do indivíduo por excesso de ingesta alimentar, ou seja, uma doença crônica, degenerativa, progressiva e recorrente.


Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estado nutricional seria resultado de uma complexa interação entre a ingestão alimentar, a saúde geral do indivíduo e o ambiente em que ele vive.

A obesidade humana é acompanhada por um aumento marcante do número de células adiposas. Através da perda de peso, pode-se conseguir a diminuição do tamanho celular, mas o número de células permanece alto. O aumento do número de células é maior quando a obesidade ocorre precocemente do que quando se inicia mais tarde.

Tem gente que, mesmo vivendo sob dieta, está sempre acima do peso; outros comem muito, mas nunca engordam (dizem que são “magros de ruim”).

Haveria uma causa genética para a obesidade?

Existe grande dificuldade em definir até onde vai a expressão do patrimônio genético e até onde existe a influência do ambiente, que, em última instância, é o fator que define se a pessoa será ou não obesa.

Não existe apenas um gene da obesidade; hoje já foram identificados diversos genes que estão associados ou relacionados à obesidade humana.

Estudos recentes revelam que uma criança com os dois pais obesos tem 80% de chance de apresentar o mesmo perfil; se apenas um dos pais for obeso esse risco cai pela metade; se nenhum dos pais apresentar obesidade, a criança tem risco de 7% de vir a ser obesa.

No Brasil, estima-se que 20% das crianças sejam obesas e que cerca de 32% da população adulta apresentem algum grau de excesso de peso, sendo 25% casos mais graves.

Em 1975 tínhamos no Brasil, um pouco mais de 8% de subnutridos e cerca da metade, 4%, de obesos. Este quadro se inverteu em dados mais recentes: 9% de obesidade e só 3% de subnutridos.
50% das crianças obesas aos seis meses de vida e 80% daquelas aos cinco anos, serão sempre obesas.

Segundo o Consenso Latino-Americano sobre Tratamento da Obesidade, o objetivo do tratamento é, portanto, alcançar um estado de saúde, seja através do equilíbrio metabólico, no que se refere aos níveis normais ou próximos do normal dos valores sanguíneos de glicose, triglicerídeos, colesterol total e frações, ácido úrico e insulina, seja a saúde como um todo, incluindo aqui a melhoria dos problemas ostearticulares, psicológicos e outros. Por esse prisma, a saúde passa a ser o fim, e não apenas os aspectos estéticos. Tal objetivo pode ser alcançado com perdas de peso em torno de 5 a 10% do peso inicial.

Contudo, para algumas pessoas, na busca do emagrecimento fácil em pouquíssimo tempo, vale de tudo. Atualmente, existem várias dietas alternativas que prometem o emagrecimento rápido que são as “dietas da moda” ou “produtos substitutos de refeições”. Estes não devem ser utilizados por períodos prolongados, são formulações que levam a perda de peso rápida, mas não garantem a manutenção do peso. Não devem ser indicados para casos de obesidade grau I e II associadas a risco de comorbidades. São monótonas e não promovem uma reeducação alimentar.

É necessário destacar que não existe uma fórmula exata de tratamento dietoterápico para a obesidade e que, concomitantemente ao planejamento do tratamento, deve-se estabelecer medidas preventivas que estimulem a manutenção de um peso saudável, a adoção de um estilo de vida e alimentação adequados, exercícios físicos regulares a uma permanente educação alimentar.

Para colocar todos estes passos em prática, faz-se necessário e recomendável tratamento em equipe multidisciplinar composta por profissionais tecnicamente habilitados, com formação clínica (nutricionista, psiquiatra, endocrinologista, cardiologista, psicólogo, fisioterapeuta, dentre outros) e em geral a eles, e não a diferentes especialistas, deve caber o principal papel no tratamento do obeso.

O tratamento do obeso é uma tarefa árdua, tanto para o paciente quanto para a equipe envolvida, pois trata-se de uma doença crônica, de graves conseqüências e ainda sem cura possível.

Finalmente, se faz necessário ponderar, dentro do exposto, que, talvez, a única maneira eficaz de tratar a obesidade deva ser evitar seu aparecimento. Para que isso seja conseguido, é necessário que haja um maior engajamento dos profissionais de saúde na educação dos pais e de seus pacientes.

Uma postagem de uma profissional da área de nutrição, para dar uma visão mais ampla da Obesidade.

27
ago 08
Arquivado em Default às 19:14 por Luciana Kotaka


Estamos tristes então comemos ou comemos porque estamos tristes?

Percebemos claramente que existe uma estreita relação entre a tristeza e o aumento do consumo de comida.

A tristeza, a depressão, tem se revelado como um grande desencadeador do abuso alimentar. Um problema emocional pode provocar um aumento significativo de comida, como chegar a desencadear verdadeiras farras alimentares, onde o sujeito ataca a geladeira e come tudo sem pensar. Após esse episódio de perda de controle, vem uma culpa muito grande, por não ter sido capaz de se controlar.

Como esses momentos de descontrole começam a se manifestar, ocorre um aumento do peso corporal. Nesse processo, também cai nossa auto-estima, que nos deixa tristes, e conseqüentemente, uma possibilidade maior de desenvolvermos um quadro depressivo.

Nesse momento começa um ciclo vicioso, onde a pessoa estando triste recorre à comida, que é a forma mais rápida e fácil de sentir-se bem, pelo menos no momento da ingestão.

Tratar da obesidade é muito complexo, pois envolve uma equipe de profissionais preparados para ajudar o sujeito a sair desse ciclo que é a depressão. Psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas, todos juntos na busca de um caminho certeiro para o bom andamento do tratamento e restabelecimento do paciente.

Vale lembrar, que a atividade física nesse processo é de fundamental importância, pois ajuda aumentar os níveis de seretonina no cérebro, que nos dá a sensação de bem estar.

Então, vamos nos cuidar?

Um abraço

Luciana Kotaka

25
ago 08
Arquivado em Default às 20:52 por Luciana Kotaka


Comer é uma necessidade biológica, e só nós podemos nos satisfazer. Como é uma atividade pessoal, escolhemos o local aonde iremos fazer essa comilança.
Aí vem o perigo, pois escolhemos o local para deixar escapar o controle que tanto lutamos para manter a sete chaves.
Podemos verificar algumas causas que levam as pessoas se portarem de forma perfeccionista:

1- Tudo ou nada – Ou faço certinho ou não faço. Então tenho que fazer academia todos os dias das 18h00min ás 20h00min, ou não faço. Claro que essa necessidade de fazer tudo certinho, perfeito, vai estourar em qualquer momento. E aí a comida vira o prato principal nesse momento.

2- Não pensar muito em você – Vive fazendo coisas ,não sobra tempo para pensar no investimento que tem que fazer no seu relacionamento afetivo. O namorado ou marido não está sendo legal contigo, mas vai se enchendo de projetos e trabalhos a ponto de não pensar em mais nada. Lógico que nesses momentos, fica beliscando alguma coisa sem perceber, por pura insatisfação ou ansiedade.

3- Perfeita – Elabora um projeto, e dá tudo de si para dar certíssimo. Quando isso não acontece, se frustra tanto, que acaba atacando a comida de forma descontrolada.

4- Medo do fracasso – Você sabe de sua competência, recebe uma proposta de trabalho, e diante desta nova situação, fica morrendo de medo. O medo do fracasso é tão forte, que se sente compelida a comer compulsivamente.

5- Necessidade de ser aceita por todos – Sempre boazinha, tentando agradar a todos, e quando não consegue, esses sentimentos geram raiva, frustração, ansiedade e até depressão, e chega um momento que a necessidade de liberar esses sentimentos reprimidos, acaba sendo por meio da comida, pelo álcool ou até mesmo as drogas.

Então concluímos que não existe perfeição. Que se tratando de emagrecimento e manutenção de peso, precisamos ser mais flexíveis em relação a nossas metas, com nossos deslizes, pois acima de tudo, somos seres humanos, passíveis de erros.
Vamos então exigir menos de nós no dia a dia. Podemos emagrecer sim, sermos mais disciplinados e organizados, traçar metas, mas podemos também nos dar colo, carinho, e até faltar na academia .
Precisamos relaxar curtir a família, os amigos, e isso não impede que possamos alcançar nossas metas de perda de peso.

Vamos lá meninas! Boa Sorte!

Luciana Kotaka

24
ago 08
Arquivado em Default às 01:17 por Luciana Kotaka


Vivemos um momento histórico, onde a mulher se encontra presa a uma série de compromissos antes ocupados somente pelos homens. Antigamente exercia sua função de mãe e dona de casa, tinha demarcada a sua área de atuação e suas funções.

No contexto atual, uma série de conflitos advindos da evolução do universo feminino acaba por exigir da mulher uma elasticidade absurda, pois com a abertura de novas frentes de trabalho, vem se qualificando, estudando, não deixando de ser a responsável pelo bom andamento e funcionamento da rotina familiar.
Nessa montanha russa em que hoje nós mulheres nos encontramos, acabamos vítimas de nossas conquistas, desenvolvemos a sensação de faltante, pois não dá para dar conta de tudo, mesmo querendo.

Esses sentimentos acabam por tomar conta das mulheres, gerando uma necessidade absurda de ter que fazer e ao mesmo tempo não saber o que fazer, acabando por deixar seus desejos de lado.
Os desejos das mulheres passam a ser substituídos por uma série de necessidades a serem resolvidas, como atenção ao marido, aos filhos, trabalho, ela ainda carrega peso do que não consegue resolver, mas que a sociedade prega como sendo o ideal: inteligente, competente, mãe exemplar, magra, bonita e malhada.
A síndrome da mulher elástica! Dividida, carregando o peso do não dar conta, se sente esmagada pela falta de tempo, acabando por cortar todas as atividades essenciais, como fazer uma refeição adequada tanto na qualidade como no tempo, encontrar os amigos, malhar na academia, ir ao salão, tendo que acabar por encaixar os poucos cuidados que se dá, após sua jornada de trabalho.
Com a ausência de tempo para atividades e cuidados que lhes proporcionam prazer, ocorre um aumento significativo à incidência da obesidade, visto que a comida é o meio mais fácil e rápido de satisfação.
Faz-se necessário uma reavaliação do seu contexto de vida para que se encontre um equilíbrio entre o trabalho e as atividades que lhes proporcionam prazer, para que desta forma, possam alcançar equilíbrio com momentos de alegria, com trocas afetivas com família e amigos, deixando a comida como um momento necessário em nosso dia a dia, mas não como o prato principal.

Um abraço

Luciana Kotaka
18
ago 08
Arquivado em Default às 23:13 por Luciana Kotaka

Dicas para os finais de semana
Final de semana é o momento de relaxar…

Curtir os amigos, churrasco, festas infantis, reuniões familiares, enfim…

Acabamos por nos permitir extrapolar um pouco ( ou muito ) na hora de se alimentar.

Ouço com frequência a seguinte frase: Durante a semana faço dieta e nos fins de semana como um pouco mais a vontade. Será que dá certo?

Primeiro coisa a fazer é abolir a palavra dieta do nosso cotidiano. O que fazemos é uma reeducação alimentar. É necessário reaprender a comer.

Segunda coisa é que para quem quer emagrecer, é que esse processo é para toda vida. Triste?

Não! Sabem porque? A cada dia é uma nova conquista, e cada vez mais, nosso metabolismo vai se adaptando a nova alimentação, e o que é difícil agora, se torna um hábito, não tendo esse peso todo mais em sua vida.

Isso quer dizer, que cada dia fica mais tranquilo lidar com sua alimentação.

Voltando ao título, e atendendo ao pedido de uma amiga nossa, vou passar dicas, que devem ser seguidas não só durante a semana, mas também nos fins de semana.

Quando alcançarmos nosso peso ideal, poderemos comer de forma mais tranquila e mais variada,

Mas enquanto isso…. Vamos viver um dia de cada vez!

Vamos lá!

- Utilize sempre que possível, produtos lights, as calorias são reduzidas e você não passa vontade.

- Estoque sua geladeira com alimentos saudáveis e práticos. Assim, ao sentir vontade de beliscar, sua única opção será um alimento gostoso e saudável.

- Procure variar seu cardápio todo dia com frutas e verduras.

-Pratos bonitos são mais prazerosos de se comer.

- Faça da sua salada uma refeição completa incluindo por exemplo novos alimentos, como atum por exemplo.É uma ótima escolha para o jantar.

- Beba mais água, além de fazer bem à pele e ao intestino, também ajuda nos momentos em que come por vontade de comer e não por fome.

- As primeiras semanas de dieta são mais difíceis.Mas, use os primeiros resultados como estímulo para continuar a seguir seu objetivo.

- Não pule nenhuma refeição, pois na próxima você estará com mais fome, tornando-se mais difícil resistir às tentações. Pular refeições gera ciclos de compulsão.

- Folhas e legumes já lavados e picados são práticos para quem precisa fazer suas refeições rapidamente.tem mercados que já vendem porções picadas.

- Tenha sempre gelatina na geladeira.É refrescante e sacia a vontade de comer doce.Pode também fazer o suco da gelatina. Mata o desejo por doce e é uma ótima fonte de colágeno.

- Em festas sempre fazer um lanche rápido antes de ir, e ao chegar lá, escolha com carinho o que vai comer, para não sentir culpa depois.

align="justify">Bom, resumindo tudo:

Nos fins de semana quando estamos fora de nossa rotina diária, devemos nos entreter com atividades que gostamos. Visitar amigos, parentes, curtir um cineminha, namorar, dançar, ligar para as amigas, ir ao teatro,fazer um piquinique, e nos momentos em que estiver sozinha, e aquele desejo aparecer, pense rápido em uma estratégia para não atacar a comida, tipo:
Cole em sua geladeira : Não resolvo sua vida!!! Só te engordo!!!

Cada um vai descobrir uma forma de lidar com esses momentos de compulsão.

Que tal fazer uma lista para nesses momentos saber como agir?

Um abraço
Luciana