Nutricionista CRN8 4809
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OBESIDADE: O Mal do Século
Podemos considerar obesidade como uma alteração do estado nutricional do indivíduo por excesso de ingesta alimentar, ou seja, uma doença crônica, degenerativa, progressiva e recorrente.
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estado nutricional seria resultado de uma complexa interação entre a ingestão alimentar, a saúde geral do indivíduo e o ambiente em que ele vive.
A obesidade humana é acompanhada por um aumento marcante do número de células adiposas. Através da perda de peso, pode-se conseguir a diminuição do tamanho celular, mas o número de células permanece alto. O aumento do número de células é maior quando a obesidade ocorre precocemente do que quando se inicia mais tarde.
Tem gente que, mesmo vivendo sob dieta, está sempre acima do peso; outros comem muito, mas nunca engordam (dizem que são “magros de ruim”).
Haveria uma causa genética para a obesidade?
Existe grande dificuldade em definir até onde vai a expressão do patrimônio genético e até onde existe a influência do ambiente, que, em última instância, é o fator que define se a pessoa será ou não obesa.
Não existe apenas um gene da obesidade; hoje já foram identificados diversos genes que estão associados ou relacionados à obesidade humana.
Estudos recentes revelam que uma criança com os dois pais obesos tem 80% de chance de apresentar o mesmo perfil; se apenas um dos pais for obeso esse risco cai pela metade; se nenhum dos pais apresentar obesidade, a criança tem risco de 7% de vir a ser obesa.
No Brasil, estima-se que 20% das crianças sejam obesas e que cerca de 32% da população adulta apresentem algum grau de excesso de peso, sendo 25% casos mais graves.
Em 1975 tínhamos no Brasil, um pouco mais de 8% de subnutridos e cerca da metade, 4%, de obesos. Este quadro se inverteu em dados mais recentes: 9% de obesidade e só 3% de subnutridos.
50% das crianças obesas aos seis meses de vida e 80% daquelas aos cinco anos, serão sempre obesas.
Segundo o Consenso Latino-Americano sobre Tratamento da Obesidade, o objetivo do tratamento é, portanto, alcançar um estado de saúde, seja através do equilíbrio metabólico, no que se refere aos níveis normais ou próximos do normal dos valores sanguíneos de glicose, triglicerídeos, colesterol total e frações, ácido úrico e insulina, seja a saúde como um todo, incluindo aqui a melhoria dos problemas ostearticulares, psicológicos e outros. Por esse prisma, a saúde passa a ser o fim, e não apenas os aspectos estéticos. Tal objetivo pode ser alcançado com perdas de peso em torno de 5 a 10% do peso inicial.
Contudo, para algumas pessoas, na busca do emagrecimento fácil em pouquíssimo tempo, vale de tudo. Atualmente, existem várias dietas alternativas que prometem o emagrecimento rápido que são as “dietas da moda” ou “produtos substitutos de refeições”. Estes não devem ser utilizados por períodos prolongados, são formulações que levam a perda de peso rápida, mas não garantem a manutenção do peso. Não devem ser indicados para casos de obesidade grau I e II associadas a risco de comorbidades. São monótonas e não promovem uma reeducação alimentar.
É necessário destacar que não existe uma fórmula exata de tratamento dietoterápico para a obesidade e que, concomitantemente ao planejamento do tratamento, deve-se estabelecer medidas preventivas que estimulem a manutenção de um peso saudável, a adoção de um estilo de vida e alimentação adequados, exercícios físicos regulares a uma permanente educação alimentar.
Para colocar todos estes passos em prática, faz-se necessário e recomendável tratamento em equipe multidisciplinar composta por profissionais tecnicamente habilitados, com formação clínica (nutricionista, psiquiatra, endocrinologista, cardiologista, psicólogo, fisioterapeuta, dentre outros) e em geral a eles, e não a diferentes especialistas, deve caber o principal papel no tratamento do obeso.
Finalmente, se faz necessário ponderar, dentro do exposto, que, talvez, a única maneira eficaz de tratar a obesidade deva ser evitar seu aparecimento. Para que isso seja conseguido, é necessário que haja um maior engajamento dos profissionais de saúde na educação dos pais e de seus pacientes.
Uma postagem de uma profissional da área de nutrição, para dar uma visão mais ampla da Obesidade.

12 comentários
Percebemos claramente que existe uma estreita relação entre a tristeza e o aumento do consumo de comida.
A tristeza, a depressão, tem se revelado como um grande desencadeador do abuso alimentar. Um problema emocional pode provocar um aumento significativo de comida, como chegar a desencadear verdadeiras farras alimentares, onde o sujeito ataca a geladeira e come tudo sem pensar. Após esse episódio de perda de controle, vem uma culpa muito grande, por não ter sido capaz de se controlar. Como esses momentos de descontrole começam a se manifestar, ocorre um aumento do peso corporal. Nesse processo, também cai nossa auto-estima, que nos deixa tristes, e conseqüentemente, uma possibilidade maior de desenvolvermos um quadro depressivo. Nesse momento começa um ciclo vicioso, onde a pessoa estando triste recorre à comida, que é a forma mais rápida e fácil de sentir-se bem, pelo menos no momento da ingestão. Tratar da obesidade é muito complexo, pois envolve uma equipe de profissionais preparados para ajudar o sujeito a sair desse ciclo que é a depressão. Psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas, todos juntos na busca de um caminho certeiro para o bom andamento do tratamento e restabelecimento do paciente.
Vale lembrar, que a atividade física nesse processo é de fundamental importância, pois ajuda aumentar os níveis de seretonina no cérebro, que nos dá a sensação de bem estar.
Então, vamos nos cuidar?
Um abraço
Luciana Kotaka

Comer é uma necessidade biológica, e só nós podemos nos satisfazer. Como é uma atividade pessoal, escolhemos o local aonde iremos fazer essa comilança.
Aí vem o perigo, pois escolhemos o local para deixar escapar o controle que tanto lutamos para manter a sete chaves.
Podemos verificar algumas causas que levam as pessoas se portarem de forma perfeccionista:
Então concluímos que não existe perfeição. Que se tratando de emagrecimento e manutenção de peso, precisamos ser mais flexíveis em relação a nossas metas, com nossos deslizes, pois acima de tudo, somos seres humanos, passíveis de erros.
Vamos então exigir menos de nós no dia a dia. Podemos emagrecer sim, sermos mais disciplinados e organizados, traçar metas, mas podemos também nos dar colo, carinho, e até faltar na academia .
Precisamos relaxar curtir a família, os amigos, e isso não impede que possamos alcançar nossas metas de perda de peso.
Vamos lá meninas! Boa Sorte!
Luciana Kotaka

Vivemos um momento histórico, onde a mulher se encontra presa a uma série de compromissos antes ocupados somente pelos homens. Antigamente exercia sua função de mãe e dona de casa, tinha demarcada a sua área de atuação e suas funções.

align="justify">Bom, resumindo tudo:















